quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Adeus Mestre!


                                        Luiz Pinto- óleo s/ tela  


‘A arte genuína’, afirmou o mestre, ‘não conhece nem fim nem intenção. Quanto mais obstinadamente o senhor se empenhar em aprender a disparar a flecha para acertar o alvo, não conseguirá nem o primeiro e muito menos o segundo intento. O que obstrui o caminho é a vontade demasiadamente ativa. Eugen Herrigel - A arte cavalheiresca do arqueiro zen. São Paulo. Editora Pensamento-Cultrix.
Aprender não é tarefa fácil. Quando tentamos dominar um ofício de forma solitária é como andar sem rumo por um imenso campo . A mão do mestre nos indica o caminho, nos socorre e nos fortalece quando de nossas incertezas.
 A oportunidade de encontrar e seguir um mestre reforça a convicção de que o que fazemos é o certo e que não estamos sozinhos em nossa caminhada de aprendizado constante.
Recordo-me da aparente facilidade no manejo das tintas e do pincel, e das dicas que eram passadas de modo despretencioso.
A experiência que ensinava a trabalhar pelo resultado, não como objetivo final mas como um inesperado e único momento em que não se precisava mais tocar na tela. Durante os anos de convivência, palavras novas foram adicionadas ao meu vocabulário: paciência, tenacidade, concentração, descontração, repetição, humildade…
Dizia que as cores tinham que conversar, que tinha muita dificuldade em pintar, que a pintura é coisa séria.
Dizia que eu levava jeito; e que em Minas, tudo era meio diferente.
Gostava de Sorolla, Paulo do Valle, Carol Kossak, Rodolf Weigel, Altamiro Carrilho e de vinho e chopp.
Pintou as mais belas paisagens que meus olhos já viram…
               Muito obrigado meu mestre Luiz Pinto (1939- 2012).

3 comentários:

Ernandes disse...

Estou muito triste!!!
Que perda...
Meus sinceros sentimentos...

Helenn Benvenuti disse...

Ele estará sempre vivo em sua obra! Meus sentimentos!!

Edmar Sales disse...

4AREIDER, sou artista (desenhista e pintor impressionista) a mais de 20 anos, sou natural de pernambuco, gostava tb de ver os belos trabalhos do velho mestre LUIZ PINTO, o qual tb me espelhei em seus traços e cores, não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente mas era de meu interesse, até programei ao final deste ano procurá-lo, é uma pena, mas este é o destino de toda a matéria humana (CORPO), porém o mestre estará presente nas lembraças e nas suas obras.